Uma criança que sofreu fratura no braço após cair enquanto andava de skate, no centro de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, precisou aguardar quase 24 horas para receber o tratamento adequado. O acidente aconteceu na segunda-feira (5), e o primeiro atendimento ocorreu na UPA do município, onde não havia médico ortopedista nem material para colocação de gesso, apesar de a unidade ser referência em atendimento infantil.
De acordo com familiares, após a queda, a criança foi levada até a UPA em uma viatura da Polícia Militar. No local, passou por exame de raio-x, mas a equipe informou que não havia especialista disponível para avaliar corretamente a fratura.
Sem alternativas, os profissionais realizaram uma imobilização provisória, utilizando papelão como tala, apenas para dar algum suporte ao membro lesionado até que fosse possível um atendimento especializado.

Somente no dia seguinte o paciente foi encaminhado ao pronto-socorro municipal, onde passou por avaliação ortopédica e teve o braço devidamente engessado.
O ortopedista Dr. André Perin afirmou, em entrevista ao g1, que a conduta adotada não seguiu os protocolos adequados. Segundo ele, a ausência de um diagnóstico preciso pode agravar o quadro, dependendo do tipo de fratura. O médico explicou que uma imobilização provisória só é aceitável em situações emergenciais e por curto período, com transferência imediata para uma unidade capacitada, o que não ocorreu no caso.
Procurada, a Fundação Saúde informou, por meio de nota, que a UPA de São Pedro da Aldeia não dispõe de atendimento ortopédico especializado. A gestão afirmou ainda que vai apurar o ocorrido com rigor e rapidez e reforçou o compromisso de prestar um atendimento de qualidade à população atendida na rede pública.

