O cantor Naldo Benny voltou a chamar atenção fora dos palcos nesta sexta-feira (16), após ser flagrado alimentando gaivotas no Canal do Itajuru, nas proximidades da Ilha do Japonês, em Cabo Frio, um dos principais cartões-postais da Região dos Lagos.
As imagens mostram o artista em uma embarcação, oferecendo alimento diretamente com as mãos enquanto as aves se aproximavam do barco. O registro foi feito por pessoas que estavam em outra lancha, que chegaram a alertar que a prática é proibida por lei e considerada crime ambiental. Mesmo assim, a ação continuou, o que gerou críticas de ambientalistas, guias turísticos e frequentadores da região.
Embora a cena possa parecer inofensiva à primeira vista, especialistas alertam que alimentar animais silvestres provoca impactos diretos no ecossistema. A prática altera o comportamento natural das aves, estimula a dependência do contato humano, pode causar desequilíbrios ambientais e aumenta o risco de acidentes e problemas de saúde, tanto para os animais quanto para as pessoas.

Após a repercussão do caso, a Guarda Marítima esteve na Ilha do Japonês ainda na tarde desta sexta-feira. A Secretaria de Meio Ambiente de Cabo Frio foi informada sobre o episódio e acionou os órgãos competentes para apuração dos fatos. Segundo a pasta, o responsável deverá prestar esclarecimentos, podendo ser autuado conforme prevê a legislação ambiental brasileira.
A Lei de Crimes Ambientais proíbe a alimentação de fauna silvestre justamente para preservar o equilíbrio natural e evitar danos ao meio ambiente. Dependendo da avaliação técnica, o caso pode resultar em multa e outras sanções administrativas ou judiciais.
O Manchete Lagos entrou em contato com a assessoria do cantor Naldo Benny para comentar o episódio e aguarda um posicionamento oficial.
O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de conscientização ambiental em áreas de preservação e turismo intenso na Região dos Lagos. A orientação das autoridades é clara: apreciar a paisagem e a vida silvestre é permitido, mas qualquer interferência no comportamento natural dos animais deve ser evitada.

