Uma denúncia de queimaduras sofridas durante uma cesariana realizada no Hospital Geral de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, tem gerado repercussão nas redes sociais e levantado questionamentos sobre os procedimentos adotados na unidade. O parto ocorreu no dia 4 de janeiro, mas o caso ganhou visibilidade nesta semana após a paciente divulgar imagens das lesões.
Segundo o relato da mulher, ela deu entrada no hospital para a realização de uma cesariana e apresentava quadro de pré-eclâmpsia. Após o procedimento cirúrgico, passou a sentir dores intensas nas costas e, posteriormente, percebeu o surgimento de marcas que, de acordo com ela, seriam compatíveis com queimaduras. A paciente afirma que o ferimento teria sido provocado por uma falha ocorrida ainda no centro cirúrgico.
Ainda conforme o relato, a mulher precisou permanecer sob observação no Centro de Terapia Intensiva (CTI) para monitoramento da pressão arterial e relatou forte desconforto na região atingida. As imagens divulgadas nas redes sociais impulsionaram uma série de comentários, muitos deles com críticas à gestão hospitalar e à qualificação dos profissionais.

Entre as manifestações, internautas questionaram a capacitação das equipes e a forma de contratação de profissionais de saúde no município. Outros comentários levantaram hipóteses técnicas sobre o uso do bisturi elétrico, equipamento comum em cirurgias, apontando possíveis falhas que poderiam resultar em queimaduras se não houver o correto manuseio.
Em nota enviada ao Manchete Lagos, a Secretaria Municipal de Saúde informou que tem conhecimento do caso e que a situação foi imediatamente comunicada à direção do Hospital Geral de Arraial do Cabo para investigação minuciosa. Segundo a pasta, durante o ato cirúrgico foram utilizados equipamentos compatíveis com procedimentos que envolvem bisturi elétrico, seguindo protocolos técnicos amplamente adotados em ambiente hospitalar.
De acordo com a direção da unidade, intercorrências raras e imprevisíveis podem ocorrer mesmo quando todas as rotinas assistenciais são observadas. A secretaria explicou que diversos fatores podem provocar queimaduras nesse tipo de procedimento, incluindo, em situações específicas, até mesmo o suor da pele.
A prefeitura informou ainda que a paciente recebeu assistência imediata de uma equipe multiprofissional, com acompanhamento clínico contínuo, tratamento adequado das lesões e permanência na unidade até a completa estabilização do quadro. A alta hospitalar, segundo a nota, só foi concedida após avaliação médica criteriosa.
O caso segue em análise do ponto de vista técnico-assistencial, dentro dos fluxos internos de avaliação de eventos adversos em serviços de saúde. A direção do hospital afirmou que, após o episódio, houve reforço dos protocolos técnicos relacionados ao procedimento e revisão das rotinas de uso do equipamento.
A Prefeitura de Arraial do Cabo e a Secretaria Municipal de Saúde destacaram que o hospital atua de acordo com normas técnicas, protocolos assistenciais e diretrizes de segurança do paciente, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade institucional e a melhoria contínua da assistência prestada à população usuária do SUS.

