Um vídeo que circula nas redes sociais chamou a atenção para a grande quantidade de cocos espalhados pela areia da Praia do Forte, em Cabo Frio, no início da noite, antes da tradicional limpeza noturna. As imagens reacenderam o debate sobre a falta de educação ambiental de parte dos banhistas e o descarte irregular de resíduos na orla, um dos principais cartões-postais da cidade.
Apesar de a Prefeitura realizar a limpeza da praia diariamente durante a madrugada, o acúmulo de cocos evidencia um problema recorrente no período de alta temporada. O fruto, bastante consumido por turistas e moradores, acaba sendo deixado na areia, contribuindo para a poluição visual, riscos ao meio ambiente e transtornos para quem ainda circula pelo local no fim do dia.
Na publicação, o autor do vídeo critica a situação e defende que os quiosqueiros sejam obrigados a recolher os cocos descartados na praia. Ele também faz um apelo por mais consciência coletiva, destacando que a preservação da cidade depende tanto do poder público quanto da atitude individual de quem frequenta o local.

Procurada pelo Manchete Lagos, a Prefeitura de Cabo Frio informou que a limpeza da Praia do Forte faz parte da Operação Verão Limpo, coordenada pela Companhia de Serviços de Cabo Frio (Comsercaf). A ação está em funcionamento desde 15 de dezembro e conta com equipes e veículos reforçados para atender ao aumento no fluxo de pessoas durante a alta temporada.
Segundo o município, a coleta de lixo domiciliar segue organizada em três turnos, com reforço no período da madrugada, entre meia-noite e seis horas da manhã. A estratégia, de acordo com a prefeitura, permite antecipar os serviços, minimizar impactos no trânsito e garantir que a cidade esteja limpa nas primeiras horas do dia.
Mesmo com a atuação do poder público, a administração municipal reforça que a colaboração da população é essencial. O descarte correto dos resíduos, inclusive dos cocos consumidos na praia, é apontado como fundamental para reduzir o volume de lixo na areia e preservar o meio ambiente, os animais marinhos e a experiência de moradores e visitantes que frequentam a orla.

