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Leitura: Pesquisa inédita da Fiocruz detecta contaminação por cocaína em tubarões na costa do Rio de Janeiro
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Início » Pesquisa inédita da Fiocruz detecta contaminação por cocaína em tubarões na costa do Rio de Janeiro
Saúde

Pesquisa inédita da Fiocruz detecta contaminação por cocaína em tubarões na costa do Rio de Janeiro

Redação Manchete
Última atualização: 25/07/2024 12:49
Por Redação Manchete 9 Min de Leitura
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O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) detectou, pela primeira vez no mundo, a contaminação de tubarões por cocaína e seu metabólito, a benzoilecgonia. O dado, divulgado nesta terça-feira (23), chama atenção para a alta quantidade da droga que é consumida na região, principalmente na cidade do Rio, e descartada no mar via esgoto sanitário.

Conduzido pelo Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do IOC, o estudo identificou a presença de cocaína em 13 animais da espécie Rhizoprionodon lalandii, popularmente conhecida como “tubarão-bico-fino-brasileiro”, “cação rola rola” ou “cação-frango”. Os resultados foram publicados na revista científica Science of The Total Environment.

O principal metabólito da substância, a benzoilecgonina, resultante da metabolização da cocaína no organismo, foi encontrada em 12 destes animais. As coletas foram realizadas no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, entre setembro de 2021 e agosto de 2023, como parte de um esforço para avaliação da saúde ambiental, com foco em acompanhar mudanças no ambiente, sejam ocorridas de forma natural ou a partir da interferência humana – e seus impactos sobre as diversas formas de vida marinha. 

Especialistas Brasil afora se dedicam, por exemplo, a analisar a presença de vírus e bactérias no esgoto para identificar e mensurar a possível circulação silenciosa de microrganismos causadores de doenças. Também é corriqueiro o estudo da contaminação do solo e da água por metais e pesticidas, como mercúrio, chumbo e arsênio, que interferem diretamente na saúde de pessoas, animais e ambiente. 

“No Brasil, estudos já detectaram a contaminação de água e alguns poucos seres aquáticos por cocaína, como mexilhões. Nossa análise é a primeira a encontrar a substância em tubarões”, descreve o farmacêutico Enrico Mendes Saggioro, um dos pesquisadores à frente do achado inédito, juntamente com a bióloga Rachel Ann Hauser-Davis, ambos do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do IOC. 

Segundo Rachel, os tubarões desempenham papel crucial no ecossistema marinho, assim como as raias. Por serem predadores, são figuras centrais na cadeia alimentar e são assumidos como espécies sentinela para detecção de danos ambientais, incluindo diferentes formas de contaminação. O Laboratório tem sido responsável por importantes alertas ambientais, a partir de estudos que identificaram a contaminação por metais em peixes do Rio Doce, no Espírito Santo, após a tragédia causada pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco; e em cações e raias coletados no Rio de Janeiro. 

Os resultados 

O mais recente relatório mundial sobre drogas, publicado em 2024 pelo escritório das Nações Unidas para drogas e crime (UNODC, na sigla em inglês), situa o Brasil entre os maiores consumidores globais de cocaína. De acordo com estudos disponíveis, os pesquisadores acreditam que a principal via de chegada da droga no ambiente marinho é pelo descarte de resíduos da substância no esgoto, que é lançado no mar.

“A partir dessa constatação no território nacional, nosso grupo de pesquisa decidiu investigar se os animais que nosso laboratório havia coletado para estudos envolvendo outros contaminantes também estariam contaminados por cocaína. O resultado é impressionante. Encontramos a substância em todos os 13 tubarões analisados e em apenas um deles não foi detectado a benzoilecgonina, que é o principal metabólito da droga”, complementa Enrico. 

Seguindo os protocolos de boa prática de pesquisa e com as devidas autorizações do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio) e do Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético (SisGen), os pesquisadores analisaram o músculo e o fígado de 13 tubarões da espécie Rhizoprionodon lalandii coletados no Recreio dos Bandeirantes. Três eram machos e 10 eram fêmeas.  

A partir da utilização de técnicas e reagentes específicos e equipamentos de ponta, as amostras foram analisadas na Seção Laboratorial Avançada de Santa Catarina (SLAV/SC), unidade ligada ao Laboratório Nacional Agropecuário do Rio Grande do Sul, que integra a Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esta etapa foi conduzida pelo farmacêutico e bioquímico Rodrigo Barcellos Hoff, que atua no SLAV/SC.

Todas as amostras de músculo e fígado testaram positivo para a presença de cocaína. Já a benzoilecgonina foi detectada em 12 amostras de músculo e em 2 de fígado. A concentração média de cocaína nos animais foi 3 vezes maior que a concentração do metabólito. Uma hipótese dos pesquisadores para explicar este dado é a superexposição dos animais à substância. Outro achado que intrigou os especialistas foi a maior concentração de cocaína nos músculos do que no fígado dos animais analisados. 

“Assim como no ser humano, o fígado do tubarão é um órgão de metabolização. Tudo que é ingerido é transformado pelo fígado para depois ser excretado. Para nossa surpresa, a cocaína foi encontrada em maior concentração no músculo, que é um tecido de acúmulo, o que pode sinalizar a abundância da presença da substância no ambiente marinho. Os tubarões estariam se contaminando de diversas formas, seja pelo fato de habitarem a região ou se alimentarem de outros animais contaminadas”, salienta Enrico. 

Comparando os dados do estudo atual com outros publicados no tema, referentes à contaminação de outras espécies, o nível médio de cocaína identificado nos tubarões foi superior ao detectado em outros animais, de acordo com os especialistas. “Como próximas etapas, pretendemos coletar e analisar amostras de água e de outros animais dessa e de outras regiões da costa do Rio de Janeiro”, adianta Rachel. 

Riscos à saúde

A Zona Oeste é a região que mais cresce no município do Rio e também a mais populosa, com quase 3 milhões de habitantes, segundo o censo demográfico de 2022. Os cientistas explicam que a espécie de tubarão analisada não tem característica migratória e vive próxima à costa. Dessa forma, o provável local de contaminação foi o litoral carioca. 

“É necessário realizar estudos específicos para determinar as consequências exatas dessa contaminação nos animais. Acredita-se que pode haver impacto no crescimento, na maturação e, potencialmente, na fecundidade dos tubarões, uma vez que o fígado atua no desenvolvimento de embriões”, comenta Rachel. 

Recentemente, um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Paulo e a Universidade Santa Cecília, em São Paulo, apontou altas concentrações de cocaína na água da Baía de Santos e apontou que a droga pode causar problemas nas células e no material genético de mexilhões. Em relação à saúde humana, Rachel e Enrico acreditam que são necessárias pesquisas específicas para responder essa questão. 

“O contato do banhista com a água é esporádico e ele também não utiliza a água do mar para se alimentar ou beber. Por isso, acreditamos que o risco para o ser humano seja mínimo”, ressalta Enrico. 

“Vale lembrar que tubarões muitas vezes são comercializados irregularmente com o nome popular de cação. Já encontramos diversos metais tóxicos em cações e raias, que também são vendidas e consumidas. Agora, detectamos cocaína em tubarões. A poluição e a contaminação do meio ambiente afetam diretamente os animais e a natureza, mas também impactam, de uma forma ou de outra, a vida humana. A saúde de um está ligada à saúde do outro”, pondera Rachel. 

A pesquisa foi realizada em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Setor Laboratorial Avançado em Santa Catarina (SLAV/SC), Instituto Museu Aquário Marinho do Rio de Janeiro (IMAM/AquaRio) e Cape Eleuthera Institute (Bahamas). O trabalho contou com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

*Por Fiocruz

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