Coletivos de duas empresas foram atingidos por pedras na mesma noite; ninguém ficou ferido
Uma série de ataques a ônibus registrada na noite desta quarta-feira (18) voltou a gerar preocupação com a segurança no transporte público em Saquarema, na Região dos Lagos. Ao menos três coletivos foram atingidos por pedras durante o trajeto, provocando pânico entre passageiros, apesar de não haver registro de feridos.
Um dos casos envolveu um ônibus da Auto Viação 1001, que fazia a linha Bacaxá x Niterói, com saída às 19h50. De acordo com relatos, o veículo foi atingido por ao menos duas pedras durante o percurso. O impacto causou um forte estrondo dentro do coletivo e assustou quem estava a bordo. Um dos objetos chegou a passar próximo ao motorista.
Uma passageira relatou o momento de tensão vivido dentro do ônibus.

“Estava voltando do plantão e fomos surpreendidos por um barulho muito alto. Graças a Deus ninguém se feriu. Foi horrível, quase que pegou no rosto do motorista. Não sei se foi tentativa de assalto ou apenas vandalismo, mas foi preocupante”, contou.
Poucas horas depois, dois ônibus da empresa Rio Lagos também foram alvo de ataques a pedradas na mesma noite, nas proximidades do Queijão, na Serra do Mato Grosso, trecho da RJ-106.
O primeiro caso ocorreu por volta das 21h30, quando o veículo que fazia a linha Sampaio x Serra teve o vidro frontal estilhaçado após ser atingido. Cerca de uma hora depois, por volta das 22h30, outro coletivo da mesma linha foi atacado na mesma região, tendo o vidro lateral quebrado.
Uma passageira que estava em um dos ônibus também descreveu o susto vivido durante o trajeto.
“Estava vindo do trabalho, éramos quatro mulheres e o motorista somente. Do nada, o maior barulho de vidro quebrando. Tomamos o maior susto, mas até então não sabíamos o que tinha acontecido”, relatou.
Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido nas ocorrências.
Até o momento, não há confirmação sobre autoria ou motivação dos ataques. O Manchete Lagos entrou em contato com as empresas Auto Viação 1001 e Rio Lagos e aguarda retorno. A reportagem também procurou as polícias Civil e Militar para esclarecimentos e segue aguardando posicionamento.

