Declaração foi feita em frente à Delegacia de Homicídios, enquanto investigação apura circunstâncias da morte de Ayla, de 1 ano
A investigação sobre a morte da bebê Ayla Nunes Alves, de 1 ano e 3 meses, em Maricá, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (20). O pai do adolescente apontado como possível envolvido no caso afirmou que não irá proteger o filho caso haja comprovação de responsabilidade.
A declaração foi feita por Gilmar da Silveira, em frente à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), onde o adolescente foi levado para prestar depoimento.

“Se for meu filho, eu vou cobrar. Uma vida é uma vida”, disse.
A bebê deu entrada já sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã durante a madrugada. Segundo informações preliminares, a criança apresentava marcas no pescoço compatíveis com possível esganadura, além de indícios que levantam suspeita de violência. A causa da morte, no entanto, ainda depende do laudo pericial.
De acordo com as investigações, a criança passou a noite na casa da babá, em um apartamento do programa Minha Casa Minha Vida, no distrito de Itaipuaçu. A mulher foi presa. O adolescente, apontado como neto de consideração da cuidadora, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Peritos realizaram diligências no imóvel com apoio da Polícia Militar, e familiares da criança, além de outras pessoas que estavam na residência, foram intimados a depor.
Na manhã desta sexta-feira, a mãe da bebê também falou com a imprensa. Emocionada, ela disse ainda não saber o que aconteceu com a filha.
“É horrível carregar a própria filha morta nos próprios braços”, declarou.
Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado inicialmente na 82ª DP (Maricá) e posteriormente encaminhado à Delegacia de Homicídios, que conduz as investigações.
Até o momento, não há definição sobre a tipificação do crime, e a participação de cada envolvido segue sendo apurada.

