Laudo do IML confirma violência física e sexual; investigação apura possíveis outros casos envolvendo o jovem
A Polícia Civil informou, no fim da tarde desta sexta-feira (20), que investiga a existência de outras possíveis vítimas do adolescente que confessou a morte de uma bebê de 1 ano e 3 meses em Maricá, na Região Metropolitana do Rio.
De acordo com as autoridades, a criança sofreu violência física e sexual. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte asfixia por oclusão das vias aéreas superiores.

O crime aconteceu durante a madrugada, no distrito de Itaipuaçu, enquanto a menina estava na casa de uma babá. Ela foi levada já sem vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã.
Segundo a Polícia Civil, um adolescente confessou o crime após ser ouvido durante as investigações.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jean Mertens, as suspeitas iniciais recaíram sobre três pessoas que estavam na residência no momento do ocorrido.
“Havia apenas dois adultos e um adolescente nessa casa, então, obviamente, as suspeitas recaiam sobre esses três indivíduos. Nós fomos evoluindo as investigações, entrevistando vizinhos, pessoas que também deixavam seus filhos. E a pessoa que praticou esse crime foi o adolescente. Como não tinha mais jeito, ele acabou confessando”, afirmou.
Ainda segundo o delegado, o adolescente relatou ter cometido atos semelhantes pelo menos outras duas vezes, envolvendo crianças que frequentavam a residência. A Polícia Civil trabalha agora para identificar possíveis vítimas e esclarecer os fatos.
A Delegacia de Homicídios também investiga se os adultos presentes no imóvel tinham conhecimento ou participação no crime. Até o momento, não há confirmação sobre o envolvimento deles.
A mãe da bebê relatou que recebeu uma ligação da babá informando que a criança teria se engasgado e estava sem respirar. Ao chegar ao local, levou a filha até a UPA, onde o óbito foi constatado.
Durante o atendimento, a médica responsável identificou sinais de violência e acionou a polícia, dando início às investigações.
O caso segue em apuração.

