Ação do Ministério Público e da Corregedoria da PM cumpre mandados contra policiais da ativa e outros investigados por ligação com organização criminosa
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro deflagraram, nesta terça-feira (10), uma operação para prender 16 policiais militares da ativa suspeitos de integrar o chamado “núcleo de segurança” do bicheiro Rogério Andrade.
Entre os procurados estão 10 subtenentes da Polícia Militar. Até a última atualização da operação, 15 pessoas haviam sido presas.

Durante as ações, uma carabina equipada com silenciador foi apreendida com um primeiro-sargento da PM.
A operação é conduzida por promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado, em conjunto com a Corregedoria da corporação. Ao todo, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva.
Rogério Andrade também é alvo da investigação, mas já estava preso no Presídio Federal de Campo Grande.
Investigação
Além dos 16 policiais militares da ativa e do bicheiro, os mandados também tinham como alvo um policial penal, um ex-policial militar e um ex-policial civil. No total, 19 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital do Rio de Janeiro.
Atuação do grupo
Segundo o Gaeco, os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar, especialmente na região de Bangu.
De acordo com os promotores, o grupo utilizava práticas sistemáticas de corrupção para garantir o funcionamento das atividades ilegais.
Os mandados estão sendo cumpridos em endereços nas cidades de Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, além do presídio federal em Mato Grosso do Sul.
Os investigados vão responder pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, com agravantes pelo envolvimento de funcionários públicos e ligação com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva.
As investigações seguem em andamento.

