Moradores de cidades abastecidas pela Lagoa de Juturnaíba voltaram a relatar, neste sábado (9), um forte cheiro químico e a presença de uma substância não identificada na água — o mesmo problema que já havia sido denunciado em junho.
Segundo relatos, manchas e resíduos suspeitos com coloração e odor fortes foram observados em diversos pontos da lagoa, despertando preocupação sobre a qualidade da água consumida por mais de 2 milhões de pessoas nos municípios da Região dos Lagos, Baixada Litorânea e parte do Norte Fluminense.
A lagoa abastece a população por meio de duas concessionárias: a Águas de Juturnaíba, responsável por Araruama, Silva Jardim e Saquarema, e a Prolagos, que atende Búzios, Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio.

“É essa água que a população está bebendo. Ninguém sabe o que é, e ninguém fala nada”, desabafou um morador local, manifestando indignação com a falta de informações oficiais.
O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) confirmaram que realizaram coletas de amostras para investigação, mas até o momento nenhum laudo ou resultado foi divulgado.
O Manchete Lagos entrou em contato com as concessionárias responsáveis pelo abastecimento e aguarda um posicionamento oficial sobre a situação.
A Águas de Juturnaíba divulgou a seguinte nota: “Águas de Juturnaíba informa que realiza, de forma contínua, o monitoramento da Lagoa de Juturnaíba. No entanto, ressalta que não possui atribuição legal para fiscalização ambiental. Em relação à água fornecida à população, a concessionária reforça que todo o processo de captação, tratamento e distribuição segue rigorosos padrões de qualidade, atendendo integralmente aos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde na Portaria nº 888/2021.”

