Mais de 15 milhões de doses foram distribuídas e vacinação prioriza idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades
A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em todo o país, em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a Influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais graves.
Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a estratégia de vacinação tem como objetivo reduzir casos graves, internações e mortes causadas pela gripe, principalmente entre os públicos mais vulneráveis.

A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus, principalmente dos tipos A e B, e é diferente do resfriado comum, que costuma ser provocado por outros vírus respiratórios. Embora os sintomas possam começar de forma parecida, a gripe costuma causar febre alta, dor no corpo, cansaço intenso e maior comprometimento do estado geral.
Segundo especialistas, o principal sinal de alerta é a piora dos sintomas ao longo dos dias, principalmente com falta de ar, febre persistente ou muito alta e agravamento do quadro respiratório. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia e outras complicações.
Público prioritário
A vacinação pelo SUS é destinada prioritariamente a grupos com maior risco de complicações, entre eles:
- Crianças de seis meses a menores de seis anos
- Idosos com 60 anos ou mais
- Gestantes
- Pessoas com comorbidades
- Profissionais de saúde
- Profissionais da educação
A priorização leva em conta o maior risco de hospitalização e morte nesses grupos.
Por que a vacina é anual
A recomendação de vacinação todos os anos ocorre porque o vírus influenza sofre mutações frequentes, o que exige atualização anual da vacina com base nas cepas mais circulantes no mundo. Além disso, a proteção da vacina diminui ao longo dos meses, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.
Especialistas reforçam que a vacina não causa gripe, pois é produzida com fragmentos do vírus incapazes de se multiplicar no organismo. Mesmo assim, uma pessoa vacinada ainda pode contrair a doença, mas a vacina reduz significativamente o risco de casos graves, internações e mortes.
A orientação das autoridades de saúde é que a população procure a vacinação o quanto antes, já que a campanha ocorre antes do período de maior circulação do vírus, garantindo proteção no momento de maior risco de contágio.

