Deve ser enterrado nesta quinta-feira (18), em Itaboraí, o corpo de Shayene Araújo, de 27 anos, que, segundo a polícia, teria sido morta pelo companheiro, em Maricá, na última terça-feira (17). O homem, o sargento da Polícia Militar Renato Cesar Guimarães Pina, foi preso nesta quarta, acusado de feminicídio.
A mulher levou um tiro na nuca. Chegou a ser socorrida, mas não resistiu. A família conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostram o sargento agredindo e ameaçando a vítima com uma arma. As imagens foram gravadas no ano passado.
Dayane Araújo, irmã de Shayene Araújo, disse que o relacionamento dela com o sargento da Policia Militar era conturbado e marcado por episódios de violência.

A irmã da vítima contou que o casal estava junto há cerca de três anos e tinha um bebê de 10 meses. Revelou ainda que eles moravam com a mãe de Shayene, em Itaboraí, mas há dois meses Renato convenceu Shayene a se mudar para outra casa, afastando-a da família, que presenciava brigas constantes e episódios de agressão.
“Ele fez minha irmã sair daqui porque batíamos de frente quando tinha briga. Ele tirou a minha irmã de casa para matá-la”, afirmou Dayane.
Shayene também deixou um filho de nove anos, fruto de um relacionamento anterior. Segundo Dayane, a criança estava em casa no momento do disparo.
Em nota, a Polícia Militar informou que Renato Cesar Guimarães Pina foi transferido para a Unidade Prisional da Polícia Militar no Rio de Janeiro.
“O comando da Corporação repudia com veemência o ato do sargento e, tão logo a Corregedoria Geral esteja de posse do auto da prisão em flagrante expedido pela Polícia Civil, será aberto um Inquérito Policial Militar sobre o caso, que poderá resultar na sua exclusão”, disse a corporação.

