Relatório enviado ao STF cita mensagens em que Daniel Vorcaro teria pedido simulação de assalto para atacar colunista de O Globo
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em São Paulo nesta quarta-feira (4) durante operação da Polícia Federal.
Segundo relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Vorcaro teria pedido a aliados que simulassem um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

📲 Mensagens citadas no relatório
O documento da PF reproduz mensagens enviadas por Vorcaro em um grupo de WhatsApp chamado “A turma”, no qual ele manifestava insatisfação com reportagens sobre supostas irregularidades envolvendo o banco.
Em uma das mensagens, o empresário escreveu:
“Tinha que colocar gente seguindo esse cara [Lauro]. Pra pegar tudo dele. Esse Lauro, quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto.”
De acordo com a investigação, o grupo trocava informações e monitorava reportagens consideradas contrárias aos interesses do empresário.
👥 Monitoramento e “neutralização”
Entre os integrantes do grupo está Luiz Phillipi Mourão, apontado no parecer do STF como responsável por executar “obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.
Em resposta às mensagens sobre o jornalista, Mourão teria afirmado:
“Estamos em cima de todos os links negativos, vamos derrubar todos e vamos soltar positivas.”
📰 Nota de O Globo
Em nota, o jornal O Globo declarou que:
“Repudia veementemente as iniciativas criminosas” contra Lauro Jardim.
“Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O Globo e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.”
👮 Prisões e mandados
Além de Daniel Vorcaro, o cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se entregou na Superintendência da PF.
A operação prevê ainda o cumprimento de:
- Outros dois mandados de prisão preventiva
- 15 mandados de busca e apreensão
As investigações contaram com apoio do Banco Central do Brasil.

