Crime teria ocorrido em Araruama e veio à tona após vítima receber mensagens e áudios do pai pelo WhatsApp
Um homem suspeito de estuprar a própria filha foi preso na tarde desta quinta-feira (26) no bairro Rio Comprido, na região central do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o crime teria ocorrido em fevereiro, em Araruama, e a vítima procurou a polícia após receber mensagens e áudios do pai com detalhes do abuso.
De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o mandado de prisão foi cumprido durante uma operação integrada que buscava o investigado em diferentes endereços. A polícia informou que ouviu testemunhas e reuniu provas que corroboram o relato da vítima. O homem foi indiciado por crimes de violência sexual em contexto intrafamiliar, importunação sexual, injúria e ameaça.

Segundo a vítima, de 26 anos, ela só percebeu que poderia ter sido vítima de estupro após receber mensagens do pai, no dia 15 de março, nas quais ele fazia declarações de teor sexual e perguntava quanto dinheiro ela queria para ficar com ele.
A jovem relatou à polícia que, no dia do ocorrido, havia ingerido bebida alcoólica e tomado medicação antidepressiva, o que teria causado perda de consciência. Ela contou que se lembra apenas de parte do ocorrido, quando teria saído do banho e estava apenas de toalha, momento em que o pai teria se aproximado e tentado beijá-la.
“Eu empurrei ele, falei que era filha dele, que ia deitar porque estava muito tonta. Depois disso, eu não lembro de mais nada”, relatou a vítima à polícia.
Nos dias seguintes, segundo o depoimento, o pai perguntava se ela se lembrava de algo. A suspeita de que o abuso teria ocorrido aumentou após o envio de mensagens e áudios com conteúdo sexual.
Investigação e medidas protetivas
O caso foi registrado na 118ª Delegacia de Polícia de Araruama, onde a vítima apresentou mensagens, áudios e outras provas. Ela também realizou exame de corpo de delito.
A Polícia Civil solicitou medidas protetivas, incluindo a proibição de aproximação e contato do suspeito com a vítima.
A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
O caso segue sob investigação e tramita sob sigilo para preservar a identidade da vítima, conforme prevê a legislação para crimes de violência sexual.

