A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, em parceria com a produtora Manas, promoveu nesta sexta-feira (08/05), no Cine Henfil, no Centro, a primeira edição do Cine&Manas. A programação especial contou com a exibição dos filmes “Até Amanhã”, de Patrícia Silva, e “Firmina”, de Izah Neiva, seguida da roda de conversa “Entre histórias e direitos: entendendo a violência de gênero”.
A idealizadora do projeto Cine&Manas, Carolina Rodriguez, destacou a importância de promover espaços de diálogo e reflexão por meio do cinema em equipamentos públicos culturais da cidade.
“Trazer o Cine&Manas para um espaço público como o Cine Henfil é muito importante porque amplia o acesso da população a debates fundamentais por meio do audiovisual. O cinema também é um espaço de formação, escuta e transformação social, e poder realizar essa programação com estudantes e moradores da cidade fortalece ainda mais esse propósito”, contou.

A atividade reuniu mais de 60 alunos da Escola Municipal Clério Boechat, além de educadores, produtores culturais e moradores da cidade, em um espaço de diálogo e reflexão sobre os diferentes tipos de violência de gênero, direitos das mulheres, desigualdades estruturais e os impactos sociais enfrentados por vítimas de violência. O encontro foi conduzido por Gabriela Gonçalves, mestra em Relações Étnico-Raciais e pedagoga, e Amanda Vianna, advogada especialista, que abordaram temas relacionados à identificação de violências físicas, psicológicas, patrimoniais e simbólicas, além dos mecanismos de acolhimento, denúncia e proteção disponíveis para as mulheres.
Durante a roda de conversa, as participantes também debateram a importância da educação, da cultura e do audiovisual como ferramentas de conscientização, escuta e transformação social. O público participou ativamente do encontro, compartilhando experiências, opiniões e questionamentos sobre os temas apresentados nos filmes e debatidos pelas palestrantes.
A advogada Amanda Vianna ressaltou a relevância de ampliar o debate sobre violência de gênero em diferentes espaços da sociedade.
“A informação e o diálogo são fundamentais no enfrentamento à violência de gênero. Quando promovemos debates como esse, principalmente com estudantes e jovens, ajudamos a ampliar a conscientização sobre direitos, respeito e formas de identificar situações de violência que muitas vezes acabam sendo naturalizadas no cotidiano”, destacou.
A estudante Ana Beatriz Pimenta, de 15 anos, também comentou sobre a importância da atividade para os jovens.
“Os filmes e as palestras foram muito importantes porque ajudaram a gente a entender melhor a violência contra a mulher e como combater isso. Tenho 15 anos e acredito que levar esse conhecimento para outras pessoas, principalmente para os jovens, pode fazer a diferença nas próximas gerações”, concluiu.

