Moradores do bairro Gargoá, na zona rural de Cabo Frio, reclamam do descaso do poder público na localidade. Uma moradora, que prefere se identificar apenas como Maria, conta que já fez inúmeras reclamações à prefeitura de Cabo Frio, mas sem nenhum avanço. Entre os problemas principais estão a regularização de imóveis, falta de saneamento básico, pontos de ônibus, iluminação e atendimento médico.
Segundo a moradora, a falta de um posto de saúde faz os moradores se deslocarem para a UPA de Tamoios até em casos simples. Uma distância percorrida em aproximadamente 30 minutos. Trajeto feito por apenas uma linha de onibus com intervalo de quase duas horas. “Não tem escolas, então todos os dias os estudantes ficam quase 2 horas nos ônibus, passando por trajetos super perigosos com buracos e muita lama”, afirma a moradora.
Outro problema grave. Segundo Maria, as imobiliárias que venderam os lotes no bairro há 10 anos prometeram a regularização junto à Prefeitura e nunca cumpriram. Chegaram a cobrar uma consultoria à parte pra esse serviço, nunca entregue. “No final de 2025 procurei me informar e ouvi do representante do setor da Fundiária que não existe interesse na Prefeitura em regularizar porque ia gerar muito custo, mas já que nosso grupo de moradores tinha ido até lá, iriam abrir uma pasta pra receber nossos documentos. Pelo menos 20 famílias se organizaram e levaram os documentos. Eu mesma entreguei e organizei. Depois de tudo entregue como pediram, o funcionário que estava me atendendo disse que agora nossa demanda precisa de uma assistente social pra dar continuidade e validar tudo isso. Só que a prefeitura não vai contratar, e que então o processo vai ficar parado”. afirmou

A moradora também relata que começaram a aparecer cachorros pela região. “Levei no Canil Municipal e mesmo um deles estando infestado de carrapato estrela, doença que passa pra seres humanos, não receberam nenhum dos animais por causa dos embargos do MP. Não ofereceram sequer um medicamento básico pra esse cachorro que apresentava febre alta”, contou a moradora.
O Manchete Lagos procurou a prefeitura de Cabo Frio e repassou todos os questionamentos citados na reportagem. Desde a sexta-feira (29) pela manhã não há retorno.





