Manifestação reuniu integrantes da Associação Aldeense de Ciclistas e familiares da vítima, atropelada em dezembro; grupo pede mais segurança e políticas públicas para ciclistas
A Associação Aldeense de Ciclistas realizou neste domingo (1º) um protesto em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, cobrando mais rigor nas investigações sobre o atropelamento que matou Talita Ferreira de Lima, de 35 anos, em dezembro do ano passado. A manifestação também teve como pauta a melhoria das condições de segurança para ciclistas nas vias da região.
Durante o ato, os manifestantes pediram a implantação de mais ciclovias e ciclofaixas, além de ações efetivas de educação no trânsito, destacando que a violência no trânsito tem feito vítimas frequentes entre quem utiliza a bicicleta para trabalhar, praticar esporte ou lazer.

Segundo os organizadores, até outubro de 2025, ao menos 11 ciclistas morreram atropelados nas rodovias e estradas da região. Para o grupo, os números reforçam a urgência de medidas concretas por parte do poder público. “Quantos mais precisarão morrer para que algo seja feito?”, questionaram durante a manifestação.
O protesto contou com a presença do marido de Talita, que segue enfrentando o luto. A ciclista deixou duas filhas gêmeas de apenas dois anos. Em mensagens divulgadas pelo movimento, os participantes destacaram que Talita era mãe, esposa, filha e irmã, e que teve sua história interrompida de forma abrupta.
O atropelamento ocorreu no início da noite do dia 23 de dezembro, na Avenida José Bento Ribeiro Dantas, uma das principais vias de Búzios, em frente a um ponto de ônibus. Talita retornava do trabalho de bicicleta quando foi atingida por um carro. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente. O motorista não parou para prestar socorro e fugiu do local.
A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A causa da morte foi traumatismo craniano. O caso foi registrado na 127ª Delegacia de Polícia (Búzios) e segue sob investigação da Polícia Civil, que tenta identificar e localizar o condutor envolvido.
A manifestação também chamou atenção para a ausência de autoridades locais e de parte da própria comunidade ciclística no ato. Os organizadores afirmaram que novos protestos serão realizados e reforçaram o convite para que mais pessoas se engajem na causa, destacando que a segurança no trânsito é uma responsabilidade coletiva.

