Criança de 1 ano e 3 meses foi vítima de violência; adolescente confessou o crime, segundo a Polícia Civil
O sepultamento da bebê Aylla Nunes Alves, de 1 ano e 3 meses, foi marcado por forte comoção na tarde deste sábado (21), no Cemitério Municipal de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Familiares, amigos e moradores da cidade se reuniram para prestar as últimas homenagens à criança, cuja morte é investigada como homicídio.
O clima durante a despedida foi de silêncio, lágrimas e manifestações de indignação. Muitos presentes pediram justiça diante da gravidade do caso, que gerou ampla repercussão e mobilização na cidade.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação está a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança foi vítima de violência física e sexual, tendo como causa da morte asfixia por oclusão das vias aéreas superiores.
O crime ocorreu durante a madrugada, no distrito de Itaipuaçu, onde a bebê estava sob os cuidados de uma babá. A criança foi levada já sem vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã.
Segundo a polícia, um adolescente confessou a autoria do crime após ser ouvido durante as investigações. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jean Mertens, três pessoas estavam na residência no momento do ocorrido.
“Havia apenas dois adultos e um adolescente nessa casa, então, obviamente, as suspeitas recaiam sobre esses três indivíduos. Nós fomos evoluindo as investigações, entrevistando vizinhos, pessoas que também deixavam seus filhos. E a pessoa que praticou esse crime foi o adolescente. Como não tinha mais jeito, ele acabou confessando”, afirmou.
Ainda conforme o delegado, o adolescente relatou ter cometido atos semelhantes em outras duas ocasiões, envolvendo crianças que frequentavam a residência. A Polícia Civil trabalha para identificar possíveis vítimas e esclarecer os fatos.
As investigações também apuram se os adultos presentes no imóvel tinham conhecimento ou participação no crime. Até o momento, não há confirmação de envolvimento.
A mãe da criança informou que foi avisada pela babá de que a filha teria se engasgado e estava sem respirar. Ao chegar ao local, levou a bebê à unidade de saúde, onde o óbito foi constatado. Durante o atendimento, uma médica identificou sinais de violência e acionou a polícia.
O caso segue em investigação.

