O suspeito de Macaé que foi alvo de busca e apreensão da Operação Fake Monster planejava matar uma criança durante o show e acusava Lady Gaga de promover rituais satanistas, prometendo se vingar.
A informação foi divulgada nesse domingo (4), durante coletiva de imprensa da Polícia Civil do Rio, em parceria com o Ministério da Justiça, sobre os resultados da Operação.
“Ele dizia que a cantora era satanista e que ele iria fazer um ritual satanista também, matando uma criança durante o show” disse o delegado Felipe Curi, secretário de Polícia Civil.

Ele não foi preso e responde por terrorismo e induzimento ao crime.
Além do suspeito em Macaé, a polícia conseguiu desarticular um grupo que se preparava, na internet, para promover ataques durante o show da cantora Lady Gaga em Copacabana, no Rio.
“Sem criar qualquer tipo de pânico, qualquer tipo de alarde, prendemos os 2 principais líderes dessa organização criminosa, esses terroristas”, afirmou o delegado Felipe Curi.
De acordo com as investigações, os dois chefes do grupo são um homem do Rio Grande do Sul preso por porte ilegal de arma, que foi solto após pagar fiança, e um adolescente do Rio apreendido por armazenar imagens de exploração sexual infantil.
Ao todo, nove pessoas foram alvo de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
“Foi uma ação integrada que salvou centenas de vidas. Esses grupos, que são organizados, têm metas para alcançar notoriedade, para arregimentar mais expectadores, mais participantes, a maioria adolescentes, muitas crianças”, afirmou o delegado Luiz Lima, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.
Segundo o delegado Carlos Oliveira, de acordo com a lei antiterrorismo, os atos preparatórios também podem ser considerados crimes: “Você não precisa esperar ele jogar o coquetel molotov. Ele demonstrou intenção, articulação com outras pessoas, e o ato preparatório pode ser considerado crime”.

