Mandados de prisão foram cumpridos nesta terça (3) na Região dos Lagos; investigação aponta liderança de ex-PM e ex-vereador
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou sete pessoas suspeitas de integrar uma milícia que atuava em Araruama, na Região dos Lagos. Mandados de prisão preventiva foram cumpridos nesta terça-feira (3) por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ).
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), o grupo é acusado de se apropriar de imóveis, extorquir moradores e comerciantes, controlar linhas de transporte clandestino e ameaçar integrantes do sistema de Justiça e das forças de segurança.

As investigações apontam que, para manter o domínio territorial, os suspeitos recorriam a intimidações armadas, roubos e homicídios.
Segundo a denúncia, a organização criminosa teria como líderes o ex-policial militar João Carlos Alves Machado e o ex-vereador Sérgio Roberto Egger de Moura. Eles foram presos e estão na 126ª Delegacia de Polícia de Cabo Frio. De acordo com a Polícia Civil, os detidos serão transferidos para o batalhão prisional da Polícia Militar.
Ainda conforme o MPRJ, os demais denunciados exerciam funções específicas dentro da estrutura da milícia:
- Sirlei Mendonça Marinho, ex-guarda municipal, e João Carlos Alves Machado seriam responsáveis pelo transporte alternativo;
- Eliomar Souza da Silva Cordeiro, conhecido como Bimba, é apontado como pistoleiro do grupo;
- Jefferson Siqueira Nogueira atuaria na cobrança de valores;
- Dilson Gabriel de Almeida Machado, o Biel, e Eduardo dos Santos Damas, servidor da prefeitura conhecido como Dudu, integrariam o braço armado da organização.
Ao decretar as prisões preventivas, a 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas destacou o alto grau de periculosidade das milícias, afirmando que esses grupos operam com violência reiterada e ameaças graves, colocando em risco a ordem pública e a segurança da população.
O ex-vereador Sérgio Roberto Egger já havia sido preso em junho de 2025, suspeito de integrar um grupo de extermínio.
O Manchete Lagos tenta contato com as defesas dos citados e mantém espaço aberto para manifestação.

