O fim de semana foi marcado pela aparição dos primeiros pinguins desta temporada de inverno na Região dos Lagos. A presença deles nesta época do ano é comum no litoral do Rio. As aves fogem do frio intenso no sul do continente e da Antártida e buscam alimentos em águas mais quentes.
Pinguins foram avistados no fim de semana em praias de Arraial do Cabo, como a Praia Grande e também em Búzios, nas praias de João Fernandes e da Tartaruga.
A presença deles chamou a atenção de banhistas, que procuravam registrar o momento. Mas é preciso seguir algumas recomendações caso haja o encontro com pinguins.

🐧 O que fazer
- Não toque no animal, a menos que seja absolutamente necessário para evitar perigo imediato. Pinguins podem transmitir doenças e se estressam facilmente .
- Não tente devolvê-lo ao mar – geralmente ele está exausto, ferido ou desidratado .
- Nunca coloque gelo em cima do pinguim — isso pode reduzir drasticamente a temperatura corporal e matar o animal .
- Mantenha-o aquecido e seco, em local fresco ou sombreado. Envolva com jornal ou pano seco e fique atento à temperatura — o ideal é manter por volta de 39 °C .
- Evite alimentá‑lo, especialmente com comida de humanos. Sem suporte veterinário, pode causar danos.
- Afaste pessoas e animais domésticos para evitar estresse ao pinguim .
📞 Quem contatar
Em Arraial do Cabo e Região dos Lagos (Cabo Frio, Búzios):
Instituto BW – Resgate de Fauna Marinha
Telefone: 0800 991 4800
Centro de Reabilitação e Atendimento (CTA) – usado em Araruama/Região dos Lagos
Disque: 0800 026 2828 (via Petrobras)
PMP‑BS / Projeto Albatroz (Cabo Frio)
Integra o monitoramento de fauna marinha. Pode ser acionado indiretamente via IBAMA ou órgãos locais .
Bombeiros / Defesa Civil local também podem ser acionados — em muitos casos, fazem o primeiro contato e repassam para órgãos especializados .
❌ O que não fazer
Não toque sem necessidade.
Não devolva ao mar, se estiver debilitado.
Não coloque gelo — nunca.
Não o exponha sob sol ou calor intenso, pois o animal já está fragilizado.
Não tente alimentá‑lo com pães, água ou peixes sem orientação técnica — pode agravar a condição.

