Nutricionista de Cabo Frio teve viagem interrompida após ofensiva militar elevar o alerta de segurança na região
Uma brasileira viveu momentos de tensão durante uma viagem a Dubai, no Oriente Médio, após presenciar mísseis sendo interceptados e ouvir explosões nas proximidades da cidade. A situação ocorreu no fim de semana, após a escalada de conflitos envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A nutricionista Carla Albuquerque, moradora de Cabo Frio, estava em um cruzeiro de sete dias quando a viagem foi impactada pela tensão na região. Ela chegou à cidade na sexta-feira (27) e embarcou no navio no sábado (28), quando começou a perceber movimentações incomuns no céu.

Segundo o relato, as primeiras imagens foram interpretadas como “estrelas cadentes”, até que um funcionário da embarcação explicou que se tratavam de mísseis sendo interceptados.
“Era como uma bola de fogo no céu, depois os estilhaços. Vi um, vi dois, vi três. Foi assustador”, contou.
Durante a madrugada de domingo (1º), os passageiros receberam alertas em seus celulares, em árabe e inglês, orientando que buscassem abrigo. O comandante do navio informou que se tratava de um protocolo de segurança emitido pelo governo local.
Diante do cenário, o cruzeiro foi cancelado e a embarcação permaneceu atracada no porto. Os passageiros foram orientados a permanecer nas cabines ou nas áreas internas do navio.
Na manhã do mesmo dia, um novo episódio aumentou a apreensão. Carla relatou ter ouvido um forte ruído, semelhante ao de uma aeronave em baixa altitude, seguido de um estrondo e da formação de uma grande nuvem de fumaça na cidade.
“Não sabemos o que foi atingido, mas vimos a fumaça e depois ela foi controlada”, disse.
A decisão de manter o navio atracado foi tomada por questões de segurança. Segundo informações repassadas aos passageiros, a permanência em alto-mar poderia aumentar o risco, além de o canal marítimo estar temporariamente fechado. O espaço aéreo da região também sofreu restrições.
Apesar do clima de incerteza, atividades internas continuam sendo realizadas na embarcação para manter os passageiros tranquilos. Ainda não há confirmação oficial sobre quando o cruzeiro poderá seguir viagem.
A previsão inicial de retorno ao Brasil é para o dia 7 de março, condicionada à normalização das condições de segurança e à reabertura do espaço aéreo.
“Essas situações fazem a gente refletir sobre a vida. Em segundos tudo pode mudar. Agora, só quero voltar para casa”, afirmou a brasileira.
Autoridades internacionais monitoram o cenário no Oriente Médio, e orientações de segurança seguem sendo atualizadas conforme a evolução do conflito.
Com informações do g1

